Caro Ussumane e queridos compatriotas,
Gostava de subscrever algumas das suas ideias, nomeadamente, porque a história persiste em repetir-se e tudo se vem resumido ao seguinte: "O que muda são as moscas, mas a .... é a mesma!
E essa constatação é extremamente dolorosa para a diáspora guineense. Em particular para a geração pós-independência, que acredito, quero acreditar, ainda aspiram a fazer a sua velhice e morrer na Guiné.
Contudo, a verdade, nua e crua, é também a seguinte:
Na iminência de mais umas eleições legislativas, qual é a nossa alternativa? Para nós que estamos de fora e vamos vendo-os passar, nas habituais e censuráveis danças de cadeira desde os anos oitenta?
Os que estão do outro lado, ou seja em Bissau, e se têm revoltado, apresentando-se como os tais da alternativa, ainda que, por um lado, possam fazer sobressair alguns bons intentos, como seja a questão da impunidade, algo transversal, duradoiro e corrosível na nossa sociedade; pelo outro, fazem sobressair uma corujada de interesses não confessado, uma igual falta de visão e projecto e, sobretudo, uma incompetência atroz. É só pegar um a um e peneirar. O que nos assusta!
Sentir a Guiné e sentir Bissau, nos tempos que correm, tira qualquer um do sério! Pelo simples facto de sabermos que podemos (Yes we can!) e, ao mesmo tempo, nada pudemos fazer, enquanto estivermos de fora a abanar galhardetes. Ainda que não seja culpa nossa!
Com estima, pela luta distante comum.
Teddy
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